A criança e o medo de ir à Escola. E agora?

16 DE FEVEREIRO 2018

Alguns pais ficam estressados no início do ano letivo quando descobrem seus filhos não querem ir para escola. As histórias se repetem, mas é preciso tomar providências.

Pouco antes de vestir o uniforme ou quando está a caminho da escola, a criança sempre arruma uma desculpa para convencer os pais. Algumas queixam-se de dores de cabeça, enjoos ou ainda se põem a chorar. Uma atitude que se repete por inúmeras vezes e sempre no mesmo momento. A origem pode ser medo ou insegurança?

Esse comportamento é superado em algumas semanas, após a adaptação ao ambiente escolar e que deverá ser feita com paciência e dedicação de pais e educadores.

Outros eventos comuns, que impactam o comportamento da criança e influenciam a recusa a ir para a escola, são: o nascimento de um irmão, a separação dos pais ou a superproteção.

Acostumada com essas possíveis situações, a diretora pedagógica do Colégio Acadêmico COC, Telma Ciarrocchi de Guido, explica que os pais precisam estar atentos e evitar que os filhos faltem as aulas. “Como educadora, sei o quanto é importante apoiá-los nesse momento e ajudá-los a entender o que está acontecendo”, disse.

 

Veja as dicas mencionadas pela diretora para solucionar o problema:

1 – Não brigue com a criança, procure, antes de tudo, identificar a causa do comportamento.
2 – Não a pressione para falar. Converse com calma, fazendo perguntas a respeito do ambiente escolar, para descobrir possíveis conflitos existentes com colegas ou professores.
3 – Se a criança se queixar de um colega ou professor, vá à escola para ver o que está ocorrendo, mas não faça prejulgamentos. Converse primeiro com a coordenação e busque a parceria da instituição para lidar com o problema.
4 – Planeje rotinas tranquilas e descontraídas antes da ida à escola.
5 – Ao deixar a criança na escola, não alongue a despedida mais do que o necessário.
6 – Se a criança apresentar sintomas físicos, leve-a ao pediatra para uma avaliação.
7 – Não protele a solução do problema, permitindo que a criança falte continuamente às aulas. Quanto maior o alívio que ela sentir ao ficar em casa, mais ela buscará essa alternativa. Concentre suas energias em identificar o problema e adotar o tratamento mais adequado.
8 – Confie na Escola escolhida e faça com ela uma parceria para ajudar seu filho.

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